Vidas Nordestinas

As alegrias e os sofrimentos nordestinos


De primeiro, quem chegava a São Paulo ficava atarantado. Tudo era diferente: o jeito de falar, a comida (mugunzá, sarapatel, buchada, baião de dois... ninguém sabia o que era). A menina como o povo se vestia. Para vencer na cidade grande era preciso pelejar muito.

Ser brasileiro não bastava. Quem vinha dos lugares mais distantes parecia estrangeiro no próprio país.

Não por acaso, esses "estrangeiros" acabavam se concentrando em regiões onde os pioneiros haviam se radicado. Eram as referências dos que chegavam depois. Mais difícil era a situação de nordestinos que chegavam sem dinheiro, sem apoio. Muitos acabavam nas ruas. Eles deixavam o lugar onde nasceu, deixam para trás uma parte de si mesmo. Parte das raízes fica lá. Outra parte é trazida na memória que se desgasta com o tempo, nos obstáculos que o nordestino enfrenta. Essa é a situação de muitos nordestinos que ainda sonham com as riquezas da cidade grande, mas a atração não é mais a mesma devido ao grande número de violência.

O nordestino já não é expulso da sua terra por motivo da seca, como no passado. Embora a vida no sertão continue difícil por lá, a fome ainda está presente e a expectativa de vida certamente não ultrapassou os anos 70, como nas grandes cidades. Apesar disso o nordestino com suas tristezas, busca uma vida melhor. O suor dos nordestinos está no concreto do metrô, dos viadutos, hotéis, escolas, hospitais, nas cozinhas dos restaurantes franceses e até japoneses. Para vencer aqui na cidade grande o nordestino precisa se profissionalizar, sem estudo ele não é nada.

Resgatar os hábitos costumes e a cultura de cada um é valorizar a si próprio. O preconceito contra o pobre ainda existe infelizmente e é o maior obstáculo a ser vencido. Independentemente da origem de cada um, o nordestino sofre, e essa batalha não é uma batalha que se vence só...

A vitória e as alegrias podem ter faces diferentes, quem conseguiu realizar o sonha da casa própria, formou família, criou filhos, hoje pode contar sua história e ter orgulho de ser nordestino.

Os nordestinos viveram na carne e na alma, o que é chegar na cidade grande com quase nada, e desse pouco reinventar a vida por um futuro melhor e a esperança de ser feliz!!!

"A arte de produzir alegria"

Apesar das dificuldades que enfrentam o povo nordestino é muito religioso e devoto. São conhecidos também por ser um povo humilde e alegre. Muitos deles são artesãos com suas obras de arte como: mulheres rendeiras, bordadeiras, homens que tecem cestos tapetes, fazem esculturas com argila bonecos, redes, bonecas de pano enfim artes que deixam todos com admiração e alegria.

Simone (aluna do 8ª Termo)


 


 

No nordeste há vários tipos de culturas. Tem as bonecas de pano que as moças fabricam para vender, poder ganhar a sua própria renda e sustentar os seus filhos. Se fossemos para lá poderíamos encontrar várias coisas bem diferentes daqui de São Paulo. Lá encontramos comidas típicas como tapioca, acarajé e ate mesmo o nosso famoso curau de milho verde. Enfim, vários tipos de comidas bem diferentes. Também encontramos o forró que é a dança mais conhecida de lá aqui em São Paulo.

Naquela região tem os fazendeiros que fazem a criação de gado e sofrem muito com o problema da seca que acaba gerando muito prejuízo para os grandes fazendeiros. Por isso é que gera também muitos desempregos para os trabalhadores e prejudica os grandes donos das fazendas. Tirando alguns desses problemas, o nordeste e a sua cultura é muito linda e boa para todos nós.

Patrícia (aluna do 7ª Termo)


 

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