Cordel – Tradição Nordestina


 

História do Cordel

História do Cordel

É o que eu vou falar

Seja em poema ou canção

Escute com atenção o que aqui

Vou narrar!


 

Versos de cordel são pequenos folhetos que surgiram na idade média quando o homem não tinha descoberto a televisão, cinema, nem teatro, a imprensa também não existia. Sua origem é européia e sua tradição chegou ao Brasil junto com os colonizadores portugueses e aos poucos foi se expandindo pelo país. Mas foi no sertão nordestino que ele se tornou mais típico. Os livrinhos eram expostos no meio de uma feira que acontecia uma vez por semana nas cidades. Eles eram pendurados em barbantes e presos por prendedores de roupas. Junto deles sempre tinha um contador de histórias que as narravam forma de verso para que nunca esquecesse. As pessoas focavam paradas e ouviam atentamente, Quando chegava no final do verso, o narrador se calava e sorria atraindo os compradores que quisesse saber o final dela.

Havia muitos analfabetos naquela época. Então as pessoas que não sabiam ler e escrever se reuniam um dia da semana na casa de amigos ou parentes que tivesse alguém que soubesse ler. Ali eles viajavam nas histórias incríveis, choravam quando ouviam um desabafo de um agricultor cheio de dores ou suspiravam quando o assunto era amor.

Cordel é um livrinho bem antigo que vem resistindo bravamente a mudança dos novos tempos. As salas de aula, os historiadores e a internet ajudam a divulgá-lo e nos oferecem o gosto de lê-los e relembrá-los.

Maria Silvana (aluna do 8ª Termo)


 

Patativa do Assaré

"Patativa do Assaré é um exemplo de vida para toda a humanidade. Contava suas histórias em forma de poesia e por isso que ele é reconhecido com um grande poeta. Patativa foi perseguido pela ditadura  militar do governo. Naquela época as pessoas que eram contra o governo eram considerados comunistas. Assim muitas pessoas morreram e outras se mudaram para o estrangeiro (exterior).

Patativa ficou cego de um olho e ficou usando muleta devido seu estado de saúde. Através de seus cordéis que o poeta ficou famoso fora do Brasil e depois foi reconhecido por toda nossa nação."

Wesley (aluno do 5ª Termo)


 

"Patativa é um exemplo de vida para toda a humanidade com várias de suas histórias do passado em forma de poesia. Por isso que ele é reconhecido como um poeta histórico. Patativa foi perseguido pela ditadura militar. Na época o governo perseguia as pessoas que eram contra ele era considerado comunista. Muitos morreram e muitos se mudaram do país. Patativa foi estudado em Portugal e então os brasileiros começaram a dar mais valor a sua poesia. Ele também conseguiu ficar famoso porque os cantores divulgavam o seu trabalho através das músicas. E foi assim que ele ficou muito famoso."


 

Atenção, comprei

vacas e comprei vigas

Medi qual delas é mais comprida


 

Preciso guardar a minha

Herança senão vou ficar

sem a bonança


 

Preciso guardar a minha lembrança

senão vou ficar sem o meu nome na herança


 

Preciso guardar o meu talismã

Senão vou ficar sem lembrança do meu irmão

Wesley (aluno do 5ª Termo)


 

"Eu gostei de ter a oportunidade de ter estudado a história do Patativa. Para mim foi uma grande surpresa porque eu já tinha trabalhando com nortistas e eles sempre falavam dele como um violeiro poeta daquele lugar do sertão. Por isso é que vamos vivendo e aprendendo."

Antônio (aluno do 6ª Termo)


 

"O Patativa de Assaré é um poeta histórico que é um exemplo de vida para toda a humanidade. Ele ficou conhecido por contar histórias do passado em forma de poesia. Naquela época ele ficou conhecido como um poeta histórico. Patativa também foi perseguido pela ditadura militar. As pessoas que eram contra o governo era considerados pessoas comunistas. Por causa disso muitas pessoas morreram e se mudaram para o estrangeiro. Patativa ficou cego de uma vista e teve que usar muletas. Devido ao seu estado de saúde que sempre marcou Patativa de Assaré através das suas grandes poesias ficou famoso fora do Brasil e em toda nação brasileira"

Fabiana (aluna do 5ª Termo)


 


 

No caminho de nossas vidas

Indo e vindo

Muitas coisas aprendemos sobre pessoas famosas ou sem talento


 

Hoje no José Ibiapino

Ficamos sabendo de um grande trovador

Cujo nome por grandeza, reconhecemos o seu valor


 

Sua memória causa inveja

Na hora de recitar

Não precisava nem de papel


 

Devido a sua dificuldade

Não frequentou faculdade

Nem por isso vivia a reclamar

Sempre estampou no rosto um sorriso de felicidade


 

Falando a verdade

Usando cordéis

Recitando

Cantarolando

Conversando com os fiéis

Sua alegria contagia

Todos que vem ouvir

Anotando em suas mentes

Ou escrevendo em nanquim


 

Simone (aluna do 6ª Termo)

Forró, Diversão e Arte

Forró

Existem vários tipos de forró como forró universitário, forró brega, o forró raiz do Luiz Ganzaga, entre vários. O forró é tocado com vários instrumentos como guitarra, bateria, sanfona, pandeiro, entre outros. É um estilo musical que faz sucesso no país inteiro. Existem muitas bandas que cantam nesse estilo como Calipso, Djavu, Aviões do Forró, Calcinha Preta e outras. Também há o forró romântico, além do forró gospel que são tocados em shows religiosos.

Roberto (aluno do 7ª Termo)


 

O Forró é uma dança popular brasileira de origem nordestina. É dançada em muitas festas e é conhecido como: arrasta-pé, bate-chinela, rala-cocha, fobó. O nome forró vem de forrobodó, divertimento "pagodeiro", segundo o folclorista Câmara Cascudo. No dia de Santa Luzia nascia Luiz Lua Gonzaga, um artista que, com sua sanfona, acompanhado de triângulo, pandeiro e zabumba abriu as portas para a existência de um estilo musical regional no Brasil que hoje é conhecido como forró.

Em diversas regiões, sua sanfona ganhava destaque e daí surgiram seus maiores intérpretes. Muitos artistas nordestinos se inspiraram em Gonzaga, pois o seu forró cativa e contagia todos os que o ouvem.

Hoje o forró ganhou vários artistas e várias mudanças em relação a percussão como a guitarra eletrônica, violão, mixagem, entre outros. O forrozeiro nordestino do Piauí Frank Aguiar que o diga, suas músicas hoje nas paradas de sucesso representa os nordestinos como um povo guerreiro, festivo e ordeiro, toca seu forró com muito orgulho.

As mudanças não param por aqui, durante toda a trajetória o forró vem ganhando destaque até nos centros universitários, surgindo os forrós universitários tendo muito destaque como é o caso de Cezar Minote e Fabiano tendo em seus repertórios músicas de grandes interpretes e canções inéditas como Mulher Chorona, Ciumenta, entre outras. Também surgiram grupos de forrós com vários integrantes e dançarinas para acompanhar os ritmos como a banda "Beleza Rara" de origem do Sergipe, município Nossa Senhora da Glória.

Simone (aluna do 8ª Termo)


 


 

Forró Universitário

Surgido no estado de São Paulo, o forró universitário tem seu ritmo mais rápido que o xote. É uma herança trazida do Nordeste, principalmente do estado do Ceará e da cidade de Itaúna no Espírito Santo. É dançado com os dois corpos bem colados e é muito parecido com os passos da valsa. Um grupo musical que cria suas canções nesse estilo e que divulgou bastante esse ritmo é o "Fala Mansa". O forró universitário faz muito sucesso em diversas partes do Brasil, sem distinção de raça ou classe sócia. É um ritmo que agrada aos mais variados gostos musicais.

Ketley (aluna do 8ª Termo)

Vamos Sair Para Algum Lugar

Aviões do Forró


Vamos sair pra algum lugar quem sabe até dançar
Na beira-mar à lua linda vai clarear
Tomar um chopp, dialogar o que tem que ser será
Não sei fingir se meu olhar só falta falar


Você não sai do meu pensamento
Esperei tanto por esse momento
Meu coração é paciente
Mas se cansou e agora quer falar


Eu esperei hora, esperei dia, esperei mês, esperei
ano,
esperei tempo pra ficar com você
Agora que está aqui comigo, por favor, não vá
embora.(2x)


Veja, veja minhas mãos
Suando sem saber se vai dizer sim ou não,ou não. (2x)


 

Asa Branca

Luíz Gonzaga


Composição: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira

Quando oiei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu,ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
"Intonce" eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão

Quando o verde dos teus óio
Se espanhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração


 

Quadrilha

A quadrilha chegou ao Brasil no século XIX com a vinda da corte portuguesa e foi inspirada em danças francesas do século XVII. Era um dança de salão da corte que rapidamente caiu nas graças do nosso povo animado e festeiro. É importante lembrar que a quadrilha é uma dança típica dos caipiras que moram na roça e tem costumes diferentes dos nossos.

A quadrilha não sói se tornou popular como também aparecerem vários estilos dela no interior. O mês de julho é marcado por fogueiras, danças, comidas típicas e muitas quadrilhas. Nesse mês elas são dançadas em homenagem aos santos juninos (Santo Antônio, São João e São Pedro) para agradecer as boas colheitas da roça. Em quase todo o Brasil, a quadrilha é dançada por vários pares de casais que dançam no ritmo da música. Durante ela ocorrem muitos gritos de incentivo no qual os dançarinos mudam seus passos ou par.

Maria Cícera (aluna do 7ª Termo)


 

Frevo

O frevo é uma dança derivada da capoeira. É uma marca registrada de Pernambuco, principalmente de Recife onde é dançada desde o século XX nas festas de carnaval. O nome parece ter nascido do verbo ferver, pois é impossível alguém conseguir escapar do entusiasmo e do ritmo quente.

Eliane (aluna do 7ª Termo)

Xaxado

É uma dança conhecida no Agreste e Sertão de Pernambuco desde os anos 50. É dançada somente por homens. Dizem que ela se originou do Parraxaxa, canto de guerra dos cangaceiros, e tenha sido divulgada pelo bando do Lampião. Como ela é uma dança que não conta com a participação feminina, acabou não se tornando tão popular como a dança de salão, mas o xaxado chamou muita atenção dos palcos-estúdios das estações de rádio e teatros de revistas daquela época como uma curiosidade a respeito das danças dos cangaceiros.

Eliane (aluna do 7ª Termo

Xote

Trazido para o Brasil por José Maria Toussanti em 1851, o xote é um ritmo musical de origem portuguesa muito conhecido no forró. No segundo reinado o xote tornou-se conhecido como dança de elite, mas os escravos aprenderam a dançá-la e a adaptaram aos seus próprios estilos. Assim o xote caiu no gosto popular.

Existem variações de ritmos nesse estilo musical que são adaptados diversos passos de danças como a salsa e o mombo. Por exemplo: xote-carreirinho, xote-duas-damas, xote-inglês, entre outros. Os trajes festivos dessa dança hoje estão mais modernos. O xote tem solos de violino e outros instrumentos típicos das danças folclóricas paraenses

Ketley (aluna do 8ª Termo)


 

Vidas Nordestinas

As alegrias e os sofrimentos nordestinos


De primeiro, quem chegava a São Paulo ficava atarantado. Tudo era diferente: o jeito de falar, a comida (mugunzá, sarapatel, buchada, baião de dois... ninguém sabia o que era). A menina como o povo se vestia. Para vencer na cidade grande era preciso pelejar muito.

Ser brasileiro não bastava. Quem vinha dos lugares mais distantes parecia estrangeiro no próprio país.

Não por acaso, esses "estrangeiros" acabavam se concentrando em regiões onde os pioneiros haviam se radicado. Eram as referências dos que chegavam depois. Mais difícil era a situação de nordestinos que chegavam sem dinheiro, sem apoio. Muitos acabavam nas ruas. Eles deixavam o lugar onde nasceu, deixam para trás uma parte de si mesmo. Parte das raízes fica lá. Outra parte é trazida na memória que se desgasta com o tempo, nos obstáculos que o nordestino enfrenta. Essa é a situação de muitos nordestinos que ainda sonham com as riquezas da cidade grande, mas a atração não é mais a mesma devido ao grande número de violência.

O nordestino já não é expulso da sua terra por motivo da seca, como no passado. Embora a vida no sertão continue difícil por lá, a fome ainda está presente e a expectativa de vida certamente não ultrapassou os anos 70, como nas grandes cidades. Apesar disso o nordestino com suas tristezas, busca uma vida melhor. O suor dos nordestinos está no concreto do metrô, dos viadutos, hotéis, escolas, hospitais, nas cozinhas dos restaurantes franceses e até japoneses. Para vencer aqui na cidade grande o nordestino precisa se profissionalizar, sem estudo ele não é nada.

Resgatar os hábitos costumes e a cultura de cada um é valorizar a si próprio. O preconceito contra o pobre ainda existe infelizmente e é o maior obstáculo a ser vencido. Independentemente da origem de cada um, o nordestino sofre, e essa batalha não é uma batalha que se vence só...

A vitória e as alegrias podem ter faces diferentes, quem conseguiu realizar o sonha da casa própria, formou família, criou filhos, hoje pode contar sua história e ter orgulho de ser nordestino.

Os nordestinos viveram na carne e na alma, o que é chegar na cidade grande com quase nada, e desse pouco reinventar a vida por um futuro melhor e a esperança de ser feliz!!!

"A arte de produzir alegria"

Apesar das dificuldades que enfrentam o povo nordestino é muito religioso e devoto. São conhecidos também por ser um povo humilde e alegre. Muitos deles são artesãos com suas obras de arte como: mulheres rendeiras, bordadeiras, homens que tecem cestos tapetes, fazem esculturas com argila bonecos, redes, bonecas de pano enfim artes que deixam todos com admiração e alegria.

Simone (aluna do 8ª Termo)


 


 

No nordeste há vários tipos de culturas. Tem as bonecas de pano que as moças fabricam para vender, poder ganhar a sua própria renda e sustentar os seus filhos. Se fossemos para lá poderíamos encontrar várias coisas bem diferentes daqui de São Paulo. Lá encontramos comidas típicas como tapioca, acarajé e ate mesmo o nosso famoso curau de milho verde. Enfim, vários tipos de comidas bem diferentes. Também encontramos o forró que é a dança mais conhecida de lá aqui em São Paulo.

Naquela região tem os fazendeiros que fazem a criação de gado e sofrem muito com o problema da seca que acaba gerando muito prejuízo para os grandes fazendeiros. Por isso é que gera também muitos desempregos para os trabalhadores e prejudica os grandes donos das fazendas. Tirando alguns desses problemas, o nordeste e a sua cultura é muito linda e boa para todos nós.

Patrícia (aluna do 7ª Termo)


 

Estados Nordestinos

Bahia

Eu morei na Bahia uns oitos meses e gostei muito de lá. Conheci várias cidades como Ilhéus, Canavieiro, Santo Antônio, Vitória da Conquista, Valença, Nilo Peçanha. O povo baiana é muito hospedeiro. A culinária é famosa pela mistura da tradição portuguesa, africana e indígena. São moquecas, principalmente de camarão, lagosta com leite de coco e azeite de dendê, acarajé e vatapá alguns de seus pratos mais tradicionais. Para variar também temos as carnes de sol e o fumeiro. Na sobremesa há as deliciosas cocadas lusitanas, ambrosia ou baba de moça. Lá em São Benedito, local onde morei, quando é festa, as baianas lavam a igreja e passa o trio elétrico convidando as pessoas para irem atrás, além de várias comemorações para São Benedito.

Lá tem muitas roças de cacau, caju (de onde eles retiram a castanha), guaraná, e as casa de farinha. Eles possuem um calendário bem recheado de festas como Procissão Marítima do Nosso Senhor do Bom Jesus dos Navegantes onde centenas de embarcações de todos os tipos navegam pela Bahia de Todos os Santos levando a imagem de Bom Jesus da praia para a capela de Boa Viagem. Há a lavagem do Bonfim quando chegam as baianas vestidas tipicamente e despejam seus vasos com água de cheiro na igreja e sobre a cabeça dos fiéis. Há também a Festa de Iemanjá quando os adeptos do candomblé homenageiam a rainha do mar. Uma das grandes festas da Bahia é o Carnaval. O mais famoso é o de Salvador que apresenta desfiles de trios elétricos por toda a cidade.

As manifestações folclóricas são variadas tem o candomblé, a capoeira e alguns outros ritmos populares. O artesanato é feito com cerâmica, palha, bordados, couro, instrumentos musicais típicos trazem a influência da cultura negra e indígena.

Eu gostei muito de morar lá, pois eu tomava água de coco todos os dias. Também havia uma fruta chamada "pão" que eu comia cozida e fazia purê. Era uma delícia. Lá também tem vários tipos de frutas diferentes abil, rabutão e jenipapo. Gostava de um tipo de feijão que tinha lá chamado mangalô e muitas outras coisas. Eu também vendia sorvete lá. Só que eu tive que voltar para São Paulo de novo.

Gosto muito de lá!

Pesquisa: Rosilene (aluna do 8ª Termo)

Pernambuco

Pernambuco tem um grande centro de exportação. Seus produtos são levados para todas as regiões nordestinas. A cultura pernambucana agrada tanto aos turistas quanto aos moradores da região. Muitas atividades são realizadas nas praias de Olinda e museus, sem falar no sertão e no agreste. Pernambuco é conhecido pelas suas danças típicas: o frevo que animas as ruas de Recife, o carnaval, quadrilha, xaxado, entre outras.

É famoso pelo seu artesanato feito com barro, bonecas, louça, vaso e muito mais. O que também atrai as pessoas para lá são os pratos típicos como a pamonha, o cural, canjica, carne seca, jabá, tapioca, tapioca e a macaxeira (mandioca).

Pernambuco tem suas áreas verdes, campos e grandes plantações. A maioria dos moradores do campo tira seu sustento das próprias terras, uma parte dos alimentos cultivados são vendidos e a outra é guardada para ser consumida.

Assim é a vida nordestina.


 

Alagoas

Falar de Alagoas é lembrar do meu estado. É muito comum as pessoas dos municípios vizinhos irem a feira no final de semana formando uma multidão. Nas feiras livres cada um apresenta seus trabalhos, sua arte na hora do almoço ou pela gostosa como buchada de bode, carne de sol com batata doce.

As pessoas do Nordeste em geral são alegres. A maioria gosta de festas talvez até pelo fato do clima ser bom, rios, cachoeiras e açudes são as grandes atrações do Nordeste. Eles também gostam de ir a igrejas e cumprimentar as pessoas mesmo que nunca as tenham visto antes. Isso é para nós uma educação passada de pai para filho.

Todos nós brasileiros sabemos que as melhores praias estão no Nordeste. Além disso, temos verão praticamente o ano todo. Alagoas com seus 100 km de praias de areias brancas e águas cristalinas. Tem o Rio São Francisco que proporciona belíssimos passeios de barcos, tendo em suas margens imensos manguezais. Isso é bom para deixar qualquer país de boca aberta com a nossa beleza.

Até agora falei de Alagoas, das suas comidas gostosas, das belezas, mas precisamos registrar as desigualdades as pessoas morando em área de riscos, dividindo os alimentos com ratos e outros animais, esgotos correndo a céu aberto, milhões de pessoas morrendo de fome, principalmente as crianças são as mais atingidas.

Os governos em geral até tentam ajudar de certa forma, mas eles trabalham ás vezes com um política parecida com a época de Vargas, principalmente na área social dando o peixe em vez de ensinar a pescar.

Esse é o meu ponto de vista e de milhões de brasileiros, mas cada um de nós podemos fazer a diferença.

Pesquisa: Franciso (aluno do 8ª Termo)


 

Artistas Nordestinos

Alceu Valença

Alceu Valença é um cantor e compositor brasileiro que nasceu no interior de Pernambuco nos limites do Sertão do Agreste. É um artista muito famoso que equilibrou as bases musicais nordestinas com a música pop. Influenciado pelos maracatus, cocos repente de viola e pela guitarra, passou a executar vários tipos de música.

O envolvimento de Alceu com a música começou na infância, através de cantores da sua cidade natal como Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga e Marinês. Sua formação ficou por conta de seu avô, Orestes Alves Valença, que era um poeta violeiro. Aos nove anos ele foi para o Recife onde manteve contato com a cultura urbana. Formou-se em Direito no Recife em 1969 e desistiu da carreira de advogado para tentar a vida como cantor.

Em 1971 vai para o Rio de Janeiro com o amigo Geraldo Azevedo e começa a participar de festivais na TV Tupi. Em 1980 grava o seu primeiro LP "Coração Bobo". A música estourou nas rádios e Alceu começou a se apresentar para o público brasileiro. Em 1996 ao lado de Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Elba Ramalho participam da série de shows "O Grande Encontro" percorrendo vários cidades brasileiras fazendo muito sucesso.

Nesse ano ele vem trabalhando no seu filme "Cordel Virtual" onde conta a história de sua vida e trajetória na música.


 

Pesquisa: Rosilene (aluna do 8ª Termo)

Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga nasceu em 1912 em Etu, sertão pernambucano. Era filho de um lavrador e sanfoneiro, desde criança se interessou pela sanfona do pai. Ele viajou pelo Brasil sempre tendo a sua sanfona ao lado. Alguns dos sucessos de Luiz Gonzaga foram Asa Branca, Riacho do Navio, Respeita Januário, entre outros. Seu maior sucesso foi Asa Branca gravada em 1947 e regravada inúmeras vezes por diversos artistas. Ela é uma das canções mais populares do Brasil perdendo apenas para "Carinhoso" de Pixinguinha.

Durante a época da bossa nova, o cantor se ausentou um pouco dos palcos nos grandes centros e passou a se apresentar no interior onde sempre fazia muito sucesso. Nos anos 70 e 80 foi voltando em cena com muita graça.

Em agosto de 1989 o Brasil sofreu com a sua morte e ele passou a ser considerado o rei do baião. Até hoje ele tem muitos admiradores como Zezé di Camargo e Luciano, Gilberto Gil, Caetano Veloso, entre outros.

Pesquisa: Jucélia (aluna do 7ª Termo)

Zé Ramalho

Escrever falando sobre o Zé Ramalho é um coisa muito boa. Afinal de contas, sou seu conterrâneo de lá do sertão da Paraíba. Eu me casei no cartório da prima dele em São José de Piranha. Sua família é muito conhecida em quase todos os estados do Nordeste. Também faz parte da família de Zé Ramalho e sua prima a cantora Elba Ramalho.

As músicas de Zé Ramalho têm uma letra muito bonita e uma grande qualidade. Ele fala de amor, pássaros e da natureza do nosso planeta. Por exemplo: "Só deixo meu cariri no último pau de arara enquanto há minha vaquinha tiver carne e osso e puder com o chocalho pendurado no pescoço..." Essa música não fala de um grande fazendeiro, mas sim de um pequeno criador de algumas vaquinhas para seu sustento e por falta de chuva ela fica entre a carne e o osso quer dizer magrinha chegando à morte.

Sinônimo de Amar é também outra canção que fala do amor: "Quanto segredo tem o coração de uma mulher que tem amor na vida tem sorte. O amor é feito de paixão como é triste a tristeza..." Muito linda essa música. Letra com grande qualidade quanto ao segredo no coração de uma mulher. É incalculável você quebrar um pouco desse segredo, dar mais atenção para a sua amada dividindo seus sentimentos com carinho e sinceridade.
É bom lembrar que um grande amor pode nascer de uma simples amizade e por mais forte que nós for não podemos controlar o coração.

Pesquisa: Francisco (aluno do 8ª Termo)

Sivuca

Sivuca nasceu em Itabaiana em 1930. Ele começou a tocar sanfonas em feiras e batizados e festas até os quinze anos de idade e assim seguiu tocando e fazendo músicas pelo nordeste. Ele foi um dos maiores músicos brasileiros do século XX e fez grande sucesso internacional. Além de compositor, Sivuca era instrumentista (sanfoneiro) e tocava também tocava piano, teclados, violão e percussão.

Ao fazer uma excursão para Recife, a cantora Carmélia Alvez se encantou com ele e o convidou para gravar em São Paulo. Em 1950 gravou seu primeiro disco "Adeus Maria Fulô". Sivuca contribuiu para o enriquecimento da música brasileira, sendo reconhecido em todo o mundo por seu trabalho que inclui choro, frevo, forró, baião, músicas clássicas, jazz, entre outros.

Sivuca faleceu em 2006 deixando muitas produções que hoje está sendo levantada por sua filha. Suas canções mais conhecidas são Adeus Maria Fulô e João e Maria

Pesquisa: Patrícia (aluna do 7ª Termo)

Jackson do Pandeiro

O paraibano Jackson do Pandeiro foi o maior ritmista da história da música popular brasileira ao lado de Luiz Gonzaga. Ele foi responsável pela nacionalização de canções nascidas

Pesquisa: Márcio (aluno do 7ª Termo)

Elba Ramalho

Elba Ramalho é cantara e compositora. Herdou a musica de seu pai e sua primeira experiência musical veio em 1968 tocando bateria no conjunto Feminino. Elba cantinuou a cantar e participar de festival pelo nordeste Brasileiro. A família de Elba se mudou para Campinas Grande em 1962 e seu pai se tornou proprietário do cinema da cidade. Desde pequena Elba queria ser cantora. Em 1974 Elba viajou pelo sudeste do país, a pedido de Roberto, produtor de Chico Buarque. No Rio de Janeiro se estabeleceu como atriz de teatro, sempre interpretando papeis ligados à música.

Em 2009, Elba fez 30 anos de carreira e já vendeu mais de 06 milhões de discos. Se você tem um sonho, lute por ele e nunca deixe de desistir.

Pesquisa: Hersony (aluno do 8ª Termo)


 

Importância da Cultura e da Cidadania


 

"Para mim, a cultura lembra as festas comemorativas do nosso país. No meio dessas festas temos vários tipos de comemorações tais como: festa junina, natal, carnaval, etc. Para cada região há um tipo de cultura. No nordeste há muitas danças, algumas delas são as folclóricas. Em São Paulo e no Rio de Janeiro as festas são comemoradas com muita alegria e muito gingado. A região sul também tem o seu jeito de comemorar. É assim mesmo. Cada lugar procura um lindo jeito de fazer as suas comemorações. Jamais podemos esquecer de nossas raízes e tradições que forma a nossa cultura.

Para ter cidadania é preciso respeitar os direitos do próximo como saber falar na hora certa e ouvir quando alguém estiver falando.
Cidadania é respeitar as leis, saber correr atrás dos nossos direitos e impor os nossos deveres. Devemos também preservar os órgãos públicos e coletivos como: escola, praças e as ruas. Se fizermos tudo que estiver ao nosso alcance, poderemos reclamar e exigir o cumprimento dos nossos direitos."

Jucélia (aluna do 7º Termo)


 

"Ser cidadão é direito de todos, mas nem sempre os nossos direitos não são respeitados pois ainda existe muita desonestidade entre as pessoas. Muitos moradores jogam lixo nas ruas e rios. Outros não jogam lixo nos lugares públicos e matem as ruas limpas. Também não há respeito nas filas e nos ônibus, vejo muitas pessoas idosas que são muito desrespeitadas pelos jovens. Para ser cidadão e viver bem, temos que ter respeito uns pelos outros. Ser cidadão é lutar pelos nossos direitos. Se todos eles fossem respeitados a convivência entre todos seria muito melhor"

Vanessa (aluno do 7º Termo)


 

"Cultura significa muito porque sem a cultura nordestina perderíamos nossas raízes. As raízes de nossa cultura vem das tradições. Um povo deve respeitar o que foi trazido por várias gerações que ajudaram na formação do nosso país. É muito importante apreciar a cultura por ela mostrar nossas raízes."

Fabiana (aluna do 5º Termo)


 



"Na minha opinião, cidadania é não desrespeitar as leis, não maltratar os animais, não jogar lixos nas ruas e, principalmente, não desmatar as florestas. Um bom cidadão tem que exercer seus direitos. Ajudar aos outros é um ato de cidadania porque esse pequeno gesto pode mudar o mundo e torná-lo feliz. Para existir cidadania é preciso que todas as pessoas tenham direitos e deveres iguais."

Maria Cícera (aluna do 7º Termo)


 


 

Visita ao Museu de Arte Popular


 

"Adorei o passeio e gostei muito das obras de artes que eu vi.
Tinha a cultura nordestina, várias telas muito bonitas e com cores bem diferentes uma das outras. Lá no museu também vimos um vídeo que falava sobre o preconceito que havia muitos anos atrás contra os negros e onde três pessoas lutaram, e ainda lutam, para acabar com a discriminação. Seus nomes são King, Gandhi e Ikeda.


Também gostei muito do passeio no shopping. Foi muito interessante porque eu nunca tinha ido num. Lá tem muitas coisas para comprar e também tem muitas pessoas. No meio de tantas coisas, o mais importante é que os alunos estavam todos juntos.

Os professores nos ajudaram muito a entender sobre o que o passeio falava. O principal não é só fazer um passeio, mas sim prestar bem atenção no que vemos e ouvimos. Assim tudo fica melhor e todos nos aprendemos bem . Isso é estudar."

Patrícia (aluna do 7º Termo)


 

"O MAP é um centro de documentação e memória feito com o objetivo de preservar as memórias da cidade de lutas populares e das tradições do povo nordestino que moram por lá. É importante apreciarmos obras que influenciam nossa cultura e passarmos aos nossos filhos e futuras gerações o incentivo de irem visitar museus e centros culturais."

Aldemar (aluno do 5º Termo)


 


 

"Eu gostei mais foi da obra de pintura do menino que foi arrastado pelo carro no Rio de Janeiro. Para mim a cultura brasileira é muito importante ser comemorada. Não podemos esquecer datas como Festa Junina, Carnaval, Dia de São Pedro, Santo Antonio e São João. Acho o carnaval a maior festa popular brasileira e a mais animada do país. A festa junina, que comemoramos no mês junho, é feita para homenagear alguns santos e possui histórias e tradições que fazem parte do folclore brasileiro. Também temos danças como o baião e o forró. Enfim, é importante valorizar a nossa cultura."

Silvania (aluna do 7º Termo)


 

"O que eu achei mais interessante no museu foram as máscaras e as esculturas de barro e argila. Era muito interessante. Mas teve uma escultura que me chamou muito a atenção: foi um poste de luz. Também gostei das histórias de Martin Luter King que ajudou seu povo sem ter que ferir ninguém, ficou anos preso e fez greve de fome. Também achei interessante ver a forma como se fabricava um jornal, aprendi como surgiu a caneta e o lápis Os quadros da exposição eram muito bonitos o que eu mais chamou minha atenção foi o de um moleque que foi arrastado pelo carro."

Wesley (aluno do 5º Termo)


 

"Meu nome é Marcelo e o que eu mais gostei foi a história do Martin Luter King que lutou contra o racismo até seu último dia de vida. Ele foi preso porque muita gente não gostava dele. Eu gostei de que eu vi lá e do passeio que fizemos ao shopping."

Marcelo (aluno do 5º Termo)


 

História dos Bairros Pós-Balsa

História dos Bairros Pós-Balsa


 

Os primeiros moradores chegaram na região por volta de 1920. Alguns vieram fugidas da Primeira Guerra Mundial para são serem enviados para a guerra. Outros vieram porque onde moravam a pobreza e as condições de vida eram precárias e eles queriam um pedaço de terra para morar e viver com suas famílias.

Nessa mesma época, os novos moradores da região enfrentavam um difícil problema: os poucos que aqui moravam teriam que deixar suas casas, pois a região seria inundada para a abertura da Represa Billings. A represa foi aberta em 1927, mas levou alguns anos para que os rios represados da área fossem inundados. Assim, moradores da região onde hoje localiza-se o Bairro Tatetos, mudaram-se para o Curucutu, uma região montanhosa e muito mais afastada.

A represa foi construída para gerar energia elétrica para a região do ABC. Quando a represa começou a subir, muitos moradores tiveram que se afastar para longe dos rios. Assim, alguns moradores foram para pontos altos como o Bairro Santa Cruz e Taquecetuba. É importante ressaltar que na época os bairros ainda não tinham esses nomes.

Moradores mais antigos que chegaram na região por volta do final da década de 50, relatam que antigamente a dificuldade de estudar era enorme, pois havia apenas uma sala de aula que funcionava numa igreja católica. O ensino era para todas as séries e as professoras moravam na própria igreja. Na época muitas crianças levavam o dia todo para chegar na escola, pois muitas vinham pelo meio da floresta.

Para sobreviver os moradores da região trabalhavam em plantações familiares e vivam da extração de madeiras e caolim (espécie de barro utilizado para fazer pratos, xícaras, vasos, etc). As madeiras eram vendidas para as famosas fábricas de móveis de São Bernardo do Campo e também serviam para serem transformadas em carvão para o uso das famílias.

O crescimento da região deve-se também a venda de alguns loteamentos (muitos deles irregulares) onde pessoas as compravam para ter suas chácaras e sítios para poderem passar o final de semana, além de algumas invasões para construção de casas.

Estima-se hoje que a região pós-balsa tenha cerca de 12 mil moradores. Com esse crescimento, a região passou a contar com recursos que antigamente não possuía como escolas, posto de saúde, mercados, comércios, bares, pesqueiros, entre outros. Juntamente com esse desenvolvimento, devido a seu crescimento, a região também passa por muitos problemas de infra-estrutura por localizar-se numa área manancial que necessita de desenvolvimento sustentável e de políticas públicas que atuem a favor da qualidade de vida de seus moradores. O potencial turístico é imenso, porém acreditamos que a região ainda carece de um sério e compromissado projeto político que conte com a mobilização de seus moradores e dos governantes locais para a preservação e valorização de sua história e cultura.

Pesquisa: Diário do Grande ABC, ABC Memória, relatos dos alunos da EMEB José Ibiapino Franklin


 


Bairro Tatetos

O Bairro Tatetos está localizado na zona rural do distrito de Riacho Grande, em São Bernardo do Campo. Originou-se do remanescente de sítios localizados à margem esquerda dos rios Pequeno, Capivari e Grande e à margem direta do Rio da Pedra Branca.

A origem do nome Tatetos prende-se a uma hipótese de que seria a maneira errônea dos estrangeiros que povoaram a região pronunciarem o no nome do porco do mata cateto que existia em grande número no local. Com a formação da represa Billings, a parte fértil da região foi desapropriada, restando apenas a região montanhosa onde hoje moram seus habitantes.

O Tatetos há muitos anos atrás era um bairro com poucos moradores e casas. As casas eram de barro e de madeiras. Também tinha muito mato e vários porcos. Não tinha escola, mercados e havia pouco transporte para as pessoas irem aos lugares e cumprirem seus compromissos.

Os recursos de trabalho para os antigos moradores eram poucos, apenas atividades de carregar lenha, plantações para vender e ter dinheiro para o sustento de suas famílias e para construírem suas casas próprias.

Com o passar  do tempo foram chegando mais moradores na região, as casas começaram a aumentar e as famílias foram crescendo cada vez mais. O local hoje tem duas escolas, uma creche, dois supermercados, cabeleireiro e transporte a cada quarenta minutos.

Há muitos anos o Bairro Tatetos era pequeno em população e suas casas eram feitas de barro e madeira. As casinhas que tinham dava até para contar. Apesar das pessoas serem em grande número e ter várias moradias, o bairro ainda tem uma grande área verde coberta de mata.

Muitos alunos e moradores orgulham-se de acordarem com o canto das diversas espécies de pássaros que juntamente a extensa mata verde alegra a vida de seus moradores.

Pesquisa: alunas Vanessa e Patrícia (7º Termo)


 

Bairros Curucutu e Taquacetuba

Ambos bairros que ficam à margem direita dos ribeirões Curucutu e Taquacetuba. São as áreas mais afastadas do município de São Bernardo do Campo. Até os dias atuais é uma região bastante procurada por pescadores.

Pesquisa: Diário do Grande ABC


 

Santa Cruz

Antigamente o bairro Santa Cruz se chamava PROCAP. A escola José Ibiapino Frnaklin ficava perto de um aterro e era feita de madeira. Tinha poucos alunos e não ficava longe. A região não tinha ônibus e muitos alunos para estudar tinham que andar a pé por cerca de três horas já que o ônibus só passava de manhã, na hora do almoço e de tardezinha. A grande maioria dos moradores do bairro vivia da pesca, cuidava de chácaras ou trabalhava no corte da madeira que abastecia as padarias do município de Riacho Grande e São Bernardo do Campo.

Hoje no bairro Santa Cruz temos uma escola no lugar de um campo de futebol. Antes tínhamos poucas casas, hoje temos muitas. Temos água encanada, mas ainda não temos rede de esgoto e muito menos asfalto nas estradas, além de uma balsa que utilizamos para descolarmos para São Bernardo do Campo.

Há alguns anos não havia muitos moradores, tinha poucos comércios e os poucos que ficavam eram muito longe dificultando o acesso dos moradores. Tinha transportes coletivos, mas não eram suficientes e também eram pagos e os moradores não tinham condições para pagar. Mas alguns anos se passavam e as coisas foram melhorando e hoje temos transportes coletivos, mercados, comércios etc.

Nosso bairro também chama a atenção de várias regiões graças a beleza da natureza, aos clubes, pesqueiros e represas. As terras que hoje formam o bairro Santa Cruz pertenciam a um senhor que se chamava Henrique Rodrigues, o morador mais velho do bairro. No ano de 1976 chegaram 64 famílias para a formação de um loteamento chamado Procap. Era uma iniciativa da prefeitura que construiu uma série de casas e as sortearam entre os moradores de outras regiões da cidade. Quando as famílias chegaram aqui depararam com uma região sem água, luz e ônibus. Assim, as pessoas tinham que lavar a roupa e a louça na bica e criar outras formas para sobreviver na região.

A escola que hoje estudamos existe porque o fazendeiro José Ibiapino Franklin doou um terreno para a construção dela. Hoje leva o seu nome. Antigamente o exercito vinha fazer treinamento aqui.

Pesquisa: alunos Márcio, Nataline, Gislene, Silvio e Rozilda (6ª e 7ª Termo)


 

Água Limpa

Segundo Dona Letícia, moradora do bairro Água Limpa há mais ou menos 30 anos, antigamente o bairro tinha uma situação muito precária, não havia balsa e a travessia era através de barco ou canoa. Tudo foi se modificando com o tempo e as mudanças foram acontecendo devagarzinho. Hoje podemos usufruir de creches, escolas, posto de saúde, as mercearias tornaram-se mercado (que são dois concorrentes "Valor" e "Sene"), sacolões, lan-houses, vídeo-locadoras, cabeleireiros, depósitos de materiais de construções, casa de rações pequenas lojas de roupas, brechó, loja de 1,99, ônibus escolares e ônibus de trajeto via balsa, que é gratuito. A iluminação também melhorou nas residências, por que nas ruas falta luz, mas nada que uma boa lanterna não resolva.

Mesmo com essas dificuldades, Água Limpa é um ótimo lugar para morar. A qualidade do ar é muito boa apesar do poeirão que faz no calor. Tirando isso, é fantástico convivemos frente a frente com a natureza: tucanos, pica-paus, beija-flores, periquitos, esquilos, gaviões, corujas, macaquinhos pregos, galinhas d'angola, pavões, araras, gansos, maritacas, entre outros.

A vegetação também conta, pois o verde é muito importante. Aqui no bairro temos muitas árvores e flores de vários tipos como o ipê amarelo, e as pessoas podem aproveitar o grande espaço para cultivar hortas, usufruindo assim da boa qualidade das frutas e legumes sem agrotóxicos.

"Nesta terra que Deus me deu" como diz dona Letícia, as árvores ficam carregadas de laranjas, limões, bananas, milho, ameixa, amora, etc. Ah! Dona Letícia me contou que pesca na represa, anda de barco e seus netos quando vem visitá-la dão uma mergulhada para refrescar.

Aqui na Água Limpa também temos um alambique, um lugar em que são produzidas bebidas artesanais como pinga, vinho, e licores. Ao terminar minha pesquisa Dona Letícia com seu rosto enrugado e seu sorriso sincero diz com carinho:

"Não importa o lugar onde você mora, o importante é você fazer acontecer. O governo não faz nada sozinho, ele depende da população e a voz do povo é a voz de Deus. Diz o ditado: tudo acontece se a gente acreditar, quem anda para traz é caranguejo...

Até hoje em minha vida aprendi uma coisa muito importante, entre outras:

"Não critique, Faça melhor!"

Pesquisa: aluna Simone (6º termo)


 


 


 


 

Histórias dos Moradores

João Moreira da Silva

João Moreira da Silva nasceu em 12 de outubro de 1943 na Bahia. Trabalhou na roça com toda sua família. Ele conta que a educação e a criação de antigamente era muito severa. Em maio de 1961, João veio para São Paulo em busca de ajudar sua família que estava no interior da Bahia.

Chegando em São Paulo tudo era diferente e interessante para ele que era um jovem imaturo e sem experiência. Tudo era novo, pois criado no interior só conhecia sua família e mais ninguém.

Onde ele morava era muito afastado da cidade. Na capital ele conheceu muitas pessoas novas, fez muitos amigos e acabou se apaixonando pela Beatriz Maria e aos 19 anos casaram e tiveram um filho, João Vitor. Na época, ele estava sem emprego e morava de aluguel no centro de São Paulo.

Não demorou muito tempo e João conseguiu arrumar um bico de pintor com seu amigo. Num sábado Manoel o convidou para pescar em um certo lugar chamado Procap que hoje chama Santa Cruz, um lugar lindo cheio de natureza. Ele achou esse lugar muito parecido com sua terra natal.

Em 1973, seu João conseguiu passar num concurso para trabalhar na prefeitura de São Bernardo do Campo. Hoje ele é aposentado. Então juntou o útil ao agradável e resolveu se mudar para cá (Santa Cruz).

Antes aqui só tinha um barzinho e uma mercearia onde ele comprava seus mantimentos. Quando ele passou a morar aqui a prefeitura deu a ordem de fazer as ruas e as redes de esgotos, pois só tinham algumas.

Hoje, de todas elas, seu João ajudou a fazer quase todas. Com o passar do tempo foram surgindo uma casa aqui, outra lá e hoje existem várias.

História contada pela aluna Ilda Roberta Resende


 

Balbina Guilger

Balbina Guilger nasceu em São Bernardo e tem 53 anos. Quando ela nasceu, seu pai morava aqui no pós-balsa, na estrada Rio Acima numa chácara vizinha do Sítio Cinderela.

Aos sete anos, foi estudar na EMEB Omar Donato Bassani e ficou lá até a terceira série. Foi quando sua mãe faleceu e ela teve que sair da escola para cuidar dos meus irmãos porque seu pai trabalhava e ela era a filha mais velha.

Balbina passou toda a minha infância com essa responsabilidade de dona de casa. Com 18 anos começou namorar, logo se casou e mudou-se para o bairro Taquacetuba onde lá teve seus quatro filhos.

Naquela época o bairro aqui não tinha ônibus, posto de saúde e nem mercado. A escola era de madeira e ficava num terreno doado pelo senhor José Ibiapino Franklin na estrada do Rio Acima. Isso foi na época que a prefeitura estava fazendo um loteamento no bairro Santa Cruz que antes se chamava Procap. Esse terreno onde hoje é a escola (EMEB José Ibiapino Franklin) seria um campo de futebol, mas resolveram construir a escola e homenageá-la com o nome de seu doador.

Ela conta que se hoje aqui existem algumas dificuldades, imagine como aqui era há 40 anos. Para termos idéia, Para ir a escola ou para o centro de São Bernardo, ela tinha que ir a pé ou pegar carona. Depois de um tempo começou a vir ônibus direto de São Bernardo para cá três vezes ao dia e foi construída uma UBS. Em vista do que era hoje aqui está bem melhor.

Balbina espera que daqui 20 anos o bairro melhore muito mais. Ela fala isso porque viu o crescimento daqui. Ela agradece a Deus por morar num lugar onde seus filhos cresceram sem lhe dar problemas e ressalta que se ela morasse no centro da cidade eles não seriam tão responsáveis como eles são. Assim é sua história.

História contada pela aluna Marizete Santos de Carvalho


 

Olídia Bonifácio

Olídia nasceu no dia 13/08/1942 no interior de São Carlos, estado de São Paulo. Ela conta que sua infância foi muito boa. Ela foi criada na roça e lá cuidava das suas sobrinhas.

Casou aos 17 anos com Sebastião Bonifácio e teve nove filhos. Com a família crescendo, veio para São Bernardo do Campo morar no bairro Jardim Santa Terezinha em 1976. Depois veio morar no aqui no bairro Procap (atual Santa Cruz junto com outras 64 famílias que vieram de alguns bairros da cidade. Ela conta que na época tinha que pagar um pequeno aluguel de 70,00 cruzeiros para as benfeitorias chegar até o bairro.

Quando chegou aqui, tudo era muito difícil. Não tinha luz elétrica, água encanada, mercando e nem padaria. Para fazer compras era muito difícil, pois tinha que ir até São Bernardo do Campo é só tinha três horários de ônibus que era 5 da manhã, outro às 11h e as 17h.

Na sua casa tinha uma televisão pequena e uma bateria de carro onde todas as crianças das vizinhas vinham assistir aos domingos Os Trapalhões. Já novela não dava para assistir e nem ao Jornal Nacional, pois a bateria descarregava.

Em 1979 chegou energia elétrica. Foi uma festa em todas as casas. Depois chegou a água encanada, mas ainda faltava um posto de saúde. No local tinha apenas uma sala que vinha um médico uma vez por semana. Quando alguém tinha que ser socorrido só havia um guarda que ficava no local para ajudar a socorrer os moradores e telefonava para a ambulância que vinha do Riacho Grande para socorrer os moradores daqui.

Olídia conta que aos poucos tudo foi melhorando. Os horários dos ônibus foram aumentando, chegaram os médicos, as consultas marcadas, os pequenos comércios e escolas. Hoje o bairro se chama Santa Cruz e muitas pessoas vieram para cá se juntando com aquelas 64 famílias que chegaram no passado. Ela espera ainda muitos outros benefícios para esse bairro onde criou seus filhos.

História contada pelo aluno Silvio Ferreira da Silva


 

Joaquim Santana

O meu nome é Joaquim Santana, tenho 60 anos, nasci na Bahia e moro aqui há 28 anos. Desde pequeno sou analfabeto, pois não estudei porque meu pai morava numa fazenda longe da escola.

Desde criança tinha que trabalhar na lavoura com meus pais. Quando eu tinha doze anos comecei a trabalhar na fazenda do vizinho e ganhava um pequeno salário e pegava experiência no serviço. Trabalhei lá até os dezoito anos e depois comecei a namorar. Logo me casei e construí minha família. A minha esposa teve sete filhos e mudamos para cá (bairro Santa Cruz) morar de aluguel.

Naquele tempo era muito pior, pois não tinha ônibus e nem mercado. A gente comprava alimentos nos pequenos bares que tinha aqui e estudávamos numa pequena escola de madeira.

Depois mudei para o bairro Santa Cruz num terreno doado pelo senhor José Ibiapino. Naquele bairro havia loteamento que hoje seria um campo de futebol, mas acabaram fazendo uma escola onde meus filhos estudaram até a quarta série.

Apesar das dificuldades gosto de morar aqui porque é um lugar tranquilo e me faz lembrar da minha terrinha no interior. Espero que daqui vinte anos esse bairro possa estar melhor. Se eu não estiver vivo até lá para ver essas melhorias, com certeza meus filhos e netos estarão se Deus quiser.

O que espero para o futuro é surjam novas benfeitorias não apenas para aquelas 64 famílias que chegaram no passado, mas para todos já que aqui cresceu bastante. Espero muitos benefícios para esse bairro onde criei meus filhos.

História contada pelo aluno Thiago Lino


 

Cleuza

Cleuza  nasceu  no  interior   de  São  Paulo  e vive  aqui  há  23  anos.  Começou a trabalhar desde criança e teve seu primeiro filho aos 29  anos. Ela  conta  que  hoje  sua  vida  é  boa, mas trabalhou muito para ajudar a  sustentar  sua  família.

Uma   história   engraçada  daqui  que  ela  conta   é  que   quando  os  cavalos   amanheciam  todos  amarrados   e  entrançados,  as  pessoas  diziam   que  era  coisa  do  Saci-Pererê.  

A  maior  dificuldade  que  ela  passou  foi  a  falta   de   emprego  por ter   filhos  todos  pequenos. Não  tinha  com  quem  deixá-los, mas  mesmo   assim   tinha   que  trabalhar  e  seus  próprios   filhos   tomavam   conta   uns dos   outros.

Cleuza conta que antes não existia ônibus aqui no bairro como hoje.   Eles    passavam  poucas vezes,  isso  quando   tinha. Seu desejo é que aqui tenha asfalto, energia  elétrica em todas as  ruas, mais  ônibus  nas  linha  e  água encanada.

Ela gosta  de  morar  aqui  porque  é  sossegado,   tranqüilo  e  tem  ar  puro. Sonha  no  futuro  que  meus  filhos   estudem,  tenha  um  bom  emprego   e  não   passem  pelas  dificuldades  que  ela   passou.

 História contada pela aluna Maria Cícera


 

Dona Severiana

Severina  Pereira  Ferreira nasceu  em Petrolina (Pernambuco) em 1933. Ela tem hoje  76 anos e  casou-se  com  seu José Rilvamar  Ferreira.  Dona Severina, como todos  a chamam, tem 56 anos de casada,  07 filhos, 14 netos  e  muitos  bisnetos.  Chegou  aqui  em  São Paulo  ainda  pequena  e passou  a sua infância em  Presidente  Prudente  onde casou. Chegou  aqui  no Santa Cruz há  mais de 30 anos onde vive até hoje .

Ela fala  que aqui  antes  era   um lugar cheio de mato e tive que  morar em barracos  com tabuas  doadas pela prefeitura.   Na época  em que  veio  para cá  o  bairro Santo cruz  não tinha esse nome e sim cidade  Procap. Dona Severina  acompanhou  o crescimento  do bairro. Aqui  não  tinha escola,  supermercado e muito  menos pronto-socorro. Ela contou  que viveu  muitas  histórias  aqui, umas alegres e outras tristes como a morte  de seus  parentes. 

Uma história que ela gosta de lembrar, era a  época que ela cantava com seus vizinhos e amigos em um bar próximo a sua casa. Ela acha aqui um lugar tranquilo, calmo e cheio de pessoas de pessoas boas. O que dona Severa mais sonha é ver esse lugar onde passou metade da sua vida, criou seu filhos, netos e bisnetos crescer, ter um hospital e uma área de lazer, onde todos os moradores possam se divertir e serem felizes.


 

Dona Raimunda

Meu nome é Raimunda Maria de Jesus vim morar aqui aos 23 anos de idade com a minha tia. Eu morava em Caldeirão Grande (BA) e por causa da dificuldade ser muito grande, mudei-me para cá.

Como toda família pobre, tive uma infância muito sofrida, passei fome e muita dificuldade, porque meus pais eram muito pobres. As dificuldades eram tantas que eu chegava a pensar que era o fim. Aos 20 anos tive um filho, e as coisas pioraram cada vez mais, pois além de mim, agora tinha um filho para criar e a situação não era boa.

Aos 23 anos resolvi me mudar, e vim morar em Taquacetuba. Logo que cheguei aqui tudo era muito estranho. Só tinha mato. Não havia urbanização, povoamento ou condução. Tudo era muito difícil, até para cuidar da saúde era complicado. Então passaram os anos e tive mais dois filhos. As condições ainda não eram boas. Estava eu aqui com três filhos e sem emprego.

Fazia alguns bicos, mas nada dava certo. Então resolvi morar com a minha mãe. Pouco tempo depois achei uma casa para morar, onde trabalhava como caseira. A partir daí as coisas começaram a melhorar.

Depois eu conheci o Belquior, que hoje é o meu esposo. Com muito esforço e muita garra, consegui comprar minha própria chácara. As pessoas começaram a chegar e a povoar a região, formando assim o bairro Taquacetuba.

Hoje me sinto muito realizada e feliz de morar aqui e ver o quanto cresceu e se desenvolveu nossa região. Espero que o bairro cresça e desenvolva cada dia mais, trazendo conforto e bem estar para moramos melhor. Afinal de contas, ao longo destes 30 anos muitas coisas mudaram. Hoje temos ônibus, uma unidade de saúde, supermercado e muito mais.

Estou feliz e agradeço á Deus acima de tudo pelos problemas que me fez resistir e vencer.

Esta é minha história!


 

Histórias da Gente


 

Rozilda da Silva

Eu sou Rozilda da Silva, nasci em 16 de setembro de 1964 no estado do Paraná numa cidade chamada São João do Caiua. Sou a quarta filha de nove filhos onde hoje apenas cinco são vivos.

Minha mãe e meu pai são pernambucanos. Ele trabalhava na lavoura e ela era do lar. Morávamos na fazenda e lá meus irmãos estudavam. Viemos para São Paulo quando eu tinha 07 anos. Nessa época moramos num bairro de São Bernardo do Campo chamado Baeta Neves. Lá comecei a estudar, brincava, pulava o murro do Baetão (um ginásio de esporte que tinha no bairro).

Quando eu tinha 09 anos, meu pai foi sorteado com uma casa aqui no bairro Santa Cruz. Naquele tempo, aqui não tinha água encanada e nem luz. O ônibus só passava três vezes ao dia: cedo, meio dia e de noite. A escola era de madeira e ficava bem perto da represa.

Andávamos muito a pé, mesmo com chuva e frio. Era divertido, vínhamos conversando e brincando. Éramos e somos todos amigos até hoje. Como aqui não tinha luz naquele tempo, aos sábados pedíamos para nossos pais autorização para fazermos bailes. Então, íamos todos para a casa de uma amiga, onde limpávamos a casa e arrumávamos um cômodo para nossas festas. Dançávamos até 5 horas da manhã. Tudo era muito divertido e bem organizado.

Na minha adolescência comecei a trabalhar aos 11 anos na casa de dona Maria e do seu marido, José Ibiapino Franklin. Lá, ajudava a filha deles arrumar a casa e depois íamos juntas a escola, que foi doada pelo próprio pai dela. Nessa escola eu fiz do primeiro até a quarta serie. Depois fui estudar no bairro Tatetos na escola Omar Donato Bassani e comecei a trabalhar na Cidade da Criança, que ficava no centro de São Bernardo do Campo. Assim acabei perdendo o interesse pelos estudos.

Comecei a namorar aos 17 anos e casei depois de dois anos. Tive três filhos, vivi oito anos casada, me separei e fui morar com meus pais. Arrumei trabalho no hospital Pereira como copeira, onde fiquei por dois anos. Depois fui trabalhar no hospital Itacolomy e lá fiquei por 17 anos.

Há dez anos, eu comprei a pizzaria do bairro Santa Cruz onde meu filho mais velho tomava conta junto comigo. Ele deixou a pizzaria com o meu filho mais novo quando arrumou um novo emprego.

Mais tarde conheci um novo amor. Começamos a namorar e fomos morar juntos. Desse relacionamento nasceu minha filha caçula e vivemos juntos durante cinco anos. Acabamos separando e hoje vivo com meu filho do meio e minha filha.

Estou estudando e não pretendo não parar. Quero arrumar um novo emprego, viver feliz com minha família arrumar um novo amor.


 

Simone Cristina da Silva

Meu nome é Simone Cristina da Silva, nasci em São Bernardo do Campo em 1972. Minha infância foi muito sofrida, pois meu pai morrera quando eu ainda estava na barriga de minha mãe. Não o conheci (só através de fotos e das histórias que minha mãe contava). Sempre morei em São Paulo.

O tempo foi passando, cresci, casei e fui morar em Mato Grosso com meu esposo. Morei lá durante um ano e as coisas não estavam muito boas para nós em relação ao ganha pão. Voltamos então para São Paulo e continuamos batalhando.

Hoje com dois filhos tudo ficou diferente. A responsabilidade aumentou bastante e voltamos a morar em São Bernardo do Campo. Não acho o lugar tão bom comparando com os que estávamos acostumados a viver. Aqui muita coisa precisa ser transformada, desde asfalto até as moradias, incluindo ações na área da saúde. Mas tenho certeza que vamos conseguir com a ajuda e mobilização de todos os moradores.

Tenho um sonho um dia fazer faculdade de Letras. Só Deus sabe se vou realizar este sonho. Por enquanto estou estudando para chegar até o ensino médio e continuar a batalha de todos os dias. Quero ser feliz e transmitir alegria para outras pessoas, além de aprender coisas novas para ensinar e ajudá-las também.


 

Jonathan Leite

Meu nome é Jonathan nasci no dia 7 de fevereiro de 1994 no hospital Beneficência Portuguesa de São Caetano Do Sul. Passei a minha infância e um pouco da minha adolescência no Bairro Mauá da mesma cidade.

Sempre gostei desde pequeno de jogar futebol com meu irmão mais velho e amigos. Ás vezes saía com meu avô e ia na pracinha para soltar pipa, pois fui criado por eles até 2004. Gostava também de ir ao Parque Chico Mendes onde fiz amizades.

Aos sete anos entrei para a escola Ângelo Raphael Pellegrino e também para a Paróquia de Santo Antônio, onde eu era coroinha. Com dez anos entrei na banda da própria escola. Lá eu tocava surdo um instrumento parecido com o bumbo com duas baquetas.

Com nove anos passei a fazer parte do coral da escola e fiz apresentações em vários lugares de São Paulo como a Catedral Da Sé, no espetáculo Auto De Natal, com a professora Regina Kinjo. Também participei do Projeto Guri em São Paulo. Lá aprendi a tocar instrumentos e cantar músicas.

Também participava dos jogos escolares de atletismo. Ganhei várias vezes em 2005 no tênis de mesa. Em 2006 também fui vice-campeão de queimada e campeão em 2007. Todos os meus troféus e medalhas estão na antiga escola.

Desde meus 11 anos treino futebol. No começo treinava futsal de sala como ala. O ala atacante só fica no campo adversário para tentar fazer gol. Depois fui para o gol e nele estou até hoje.

Vim morar aqui, por que meu avô faleceu e a casa em São Caetano foi vendida e também por causa do meu padrasto, que trabalha no Rodoanel.


 

Silvania Candido da Silva

Meu nome é Silvania, tenho 17anos e vou falar um pouco minha infância. Eu morava em Alagoas e junto com minha mãe e meu pai. Viemos para São Paulo arrumar uma coisa melhor para todos nós. Mas não foi nada disso que aconteceu. Quando chegamos aqui, fomos morar na cidade de São Bernardo do Campo.

Meus pais se separaram e eu fui morar com minha mãe em Cubatão. O meu irmão foi morar com o meu pai em outro lugar e nunca mais o vi. Também faz bastante tempo que eu não vejo o meu outro irmão, o Luciano. Esse infelizmente não quis vi morar em São Paulo para não deixar meu avô sozinho.

O fato mais marcante da minha vida foi quando a minha querida avó morreu. Quando a minha mãe ficou sabendo que ela estava morrendo, ficou muito triste e rapidamente tratou de vender nosso aparelho de som para voltar para Alagoas. Infelizmente ela não chegou a tempo para vê-la viva.

Espero, quando ficar adulta, que as coisas sejam melhor para toda minha família e que um dia eu possa contar para todas as pessoas minhas histórias com muita alegria.


 

Solange Santana

Meu nome é Solange Santana de Jesus. Nasci na Bahia e sou filha de pais separados. Tinha cinco anos quando minha mãe foi embora e meu pai se casou novamente. Comigo são treze filhos do primeiro casamento. Desde então não vi mais a minha mãe.

Tinha onze anos quando o meu pai veio a falecer. Então eu comecei a trabalhar em casa de família. Não tive infância, pois fiquei grávida muito cedo o que me impediu de desfrutar a minha adolescência. Depois tive a oportunidade de vir para São Paulo onde fiquei na casa de parentes. Infelizmente não pude trazer o meu filho que ficou sob os cuidados do pai.

Trabalhei em diversas casas de família, cuidei de idosos e vendi alimentos no varejo. No momento estou sem emprego. Contudo, aproveito para me dedicar os estudos para que eu venha ter melhores chances no mercado de trabalho. Tive recentemente a felicidade de reencontrar meu filho que está bem.

Meu plano para o futuro seria terminar os meus estudos e fazer um curso de enfermagem porque gostaria de trabalhar com idosos.


 

Ilda Roberta da Silva Resende

Essa sou eu, Ilda Roberta da Silva Resende, nascida em 15 de novembro de 1965, filha de Francisco da Silva e Maria Bittercort da Silva e criada no interior de Minas Gerais.

Tive uma infância ao mesmo tempo alegre e sofrida. Até os meus nove anos de idade minha infância foi maravilhosa, cheia de dengos, amor e fraternidade com a minha família inteira, irmãos, pais e primos compartilhando a lida. Quando eu completei 10 anos de idade foi a fase da minha vida mais difícil, pois perdi meu pai vítima de câncer, deixando sete filhos e uma viúva de coração partido.

No princípio tive que batalhar firme e forte para conseguir criar meus irmãos junto com minha mãe, com um trabalho sofrido e miserável na raça, pois o ganho era mínimo. Lembro como se fosse hoje, numa plena tarde de sábado trabalhando na roça do Geraldo na plantação de feijão.

Conheci um rapaz chamado Camilo, simpático, humilde e honesto. Tudo o que eu precisava para a minha vida. Namoramos dois anos e três meses. Daí tomamos a decisão de tentar obter uma vida melhor e mais remunerável. Estava com 22 anos e ele com 25 quando viemos para São Paulo com uma mão na frente e outra atrás.

No começo foi muito difícil, pois havia deixado a minha casa, meus irmãos e o principal, minha mãe. Alugamos uma casa com apenas um humilde cômodo sem banheiro. Passaram-se três meses, meu marido conquistou um emprego numa das melhores metalúrgicas da região. Depois disso, só foi felicidade, pois descobri que estava grávida e veio ao mundo o bem mais precioso, meu filho.

Hoje moro num lugar lindo que a natureza pode oferecer, tenho a minha casa, o meu trabalho e uma família maravilhosa. Tudo aquilo que pedi a Deus. Às vezes falo isso para mim mesma: nunca desista dos seus ideais, pois é impossível conquistar a vitória se não lutar.


 

Sueli Valadares

Meu nome é Sueli. Eu nasci em São Paulo em 14/04/1991 e sou a filha mais velha de cinco irmãos. Meus pais trabalhavam fora e era eu quem cuidava deles. Meu pai trabalhava de segurança e ficava bastante preocupado com a gente.

Quando eu fui crescendo eu era muito obediente. Ainda hoje o meu pai e minha mãe têm orgulho de mim porque cuidei dos meus irmãos. Quando eu vim para o bairro Santo Cruz, aqui não tinha luz, água e nem telefone. Mas, de uns tempos para cá, as coisas mudaram.

Na minha casa minha mãe me ensinou a cozinhar e aprendi fazer arroz, feijão, carne, macarrão e muitas coisas. Meu irmão Marcos vivia sempre contando para minha mãe as artes que eu aprontava. Os meus pais com o tempo se separaram e eu tive que trabalhar muito para vencer na vida.

A minha adolescência não foi muito boa porque tive que parar de estudar para trabalhar e cuidar dos meus irmãos que eram pequenos e não tinham com quem ficar em casa. Logo a minha irmã ficou doente, meu irmão teve meningite, minha avó morreu e outra irmã saiu de casa por passarmos necessidades. Não tenho boas lembranças desse período. A vida nos proporciona momentos bons e ruins, mas todo mundo tem um momento difícil na vida.

Passando o tempo, aprendi a ser mais madura e me preocupar mais em como fazer a minha própria vida e ter a minha própria família. Algum tempo depois parei, pensei e comecei a namorar sério com o propósito de me casar. Engravidei e fiquei morando com minha família até o meu filho nascer. Assim que ele nasceu, meu marido alugou uma casa para morarmos. Com o tempo as coisas não começaram a dar certo, resolvi me separar e acabei voltando para casa da minha família com meu filho.

Hoje não tenho o que reclamar, vivo feliz, sou independente, tenho meu próprio trabalho e meu dinheiro. Além de estar vivendo muito bem com a minha família que sempre me apoiou nos momentos mais difíceis. Meu filho tem três anos e é a vida que Deus me deu.


 

Maria Cícera

Eu nasci no interior de Alagoas, um lugar muito bonito. A cidade de chama Vila do Socorro. Lá, eu morava com meus pais e meus três irmãos, dois homens e uma mulher. Nós éramos muito felizes, sempre unidos como uma família.

O fato mais marcante foi quando viemos para São Paulo. Foi muito bom ter toda a minha família reunida. Chegando aqui, nós não tínhamos para onde ir. Então o primo da minha mãe arrumou uma casa para passarmos uns dias e ficamos nela por três meses. Meu avô ligou de Alagoas para minha mãe pedindo para mandar eu e meu irmão para lá para ajudar nos afazeres de casa porque a minha tia iria se casar.

Quando fui para lá, fiquei bastante tempo na casa do meu avô. Depois minha avó adoeceu e minha mãe não tinha dinheiro para velá-la. Precisou vender o aparelho de som para ir até lá. Chegando lá, ela ficou muito triste, pois ficou muito tempo sem vê-la e não tinha mais como abraçá-la e nem beijá-la. Lá fiquei sabendo que meus pais tinham se separado, mas eu não quis acreditar.

Voltando para São Paulo, a minha mãe arrumou um emprego. Eu também queria trabalhar, mas ela não queria deixar, pois dizia que eu preciso estudar, aproveitar a oportunidade que ela não teve, pois trabalhava desde pequena na roça e não tinha tempo para ir a escola. Ela sempre me incentiva a estudar, fazer uma faculdade e arrumar um bom emprego. Imagino na minha vida adulta ter o meu próprio negócio ou trabalhar como veterinária.


 

Vanessa de Oliveira Santos

Eu sou Vanessa, nasci em Osasco, em 1983. Hoje tenho 26 anos e mais três irmãos: um mais velho que tem 30 anos, a outra tem 27 e o outro de 23 anos.

A minha infância foi dentro de um parque de diversões. Eu também ia muito para o supermercado para olhar carros também fazer favor para uma pessoa que tinha uma barraca de doce. Lembro daquele tempo quando houve a inauguração do tróleibus onde junto com meu irmão andamos nele das 6h da manhã até 11h da noite e a minha mãe ficou bastante preocupada.

Com o passar do tempo eu e a minha família fomos morar lá no João Ramalho, um bairro localizado em Santo André. Só que não ficamos lá por muito tempo porque meu pai arrumou confusão com os chefes dos ladrões de lá que nos ameaçaram e tivemos que ir embora. Então fomos para o bairro Taboão em Diadema e trabalhamos numa oficina de um parque diversões. Ficamos até quando eu tinha 13 anos e daí comecei a viajar para tudo quanto é lugar.

Quando eu tinha 16 anos me casei com meu primeiro marido, Fiquei muitos anos casada. Assim que fiquei grávida, meu pai veio a falecer, porém eu não sabia de nada. Foi quando eu decidi me separar e voltar a morar com a minha mãe no parque. Passando o tempo, minha mãe recebeu uma indenização pela morte do meu pai e compramos uma casa aqui no bairro Santa Cruz onde estou até hoje.

Aqui conheci o pai dos meus outros dois filhos e ficamos morando junto no Grajaú, um bairro localizado em São Paulo, durante quatro anos. Essa relação acabou também não dando certo, separamos e voltei a morar com a minha mãe. Tive também um terceiro marido que também não deu certo e me separei novamente. Agora não quero mais me casar. Quero terminar os meus estudos, fazer uma faculdade e dar uma vida melhor para os meus filhos. Esse é o meu objetivo.


 

Silvania

Meu nome é Silvania, tenho 16 anos e vou falar um pouco da minha infância. Eu morava em Alagoas quando minha mãe e meu pai vieram para São Paulo arrumar uma coisa melhor para todos nós. Mas não foi disso que aconteceu. Quando  chegamos em São Paulo, logo depois fomos morar em São Bernardo do Campo.

Infelizmente meus pais separaram e eu fui morar com a minha mãe em Cubatão. Meu irmão foi morar com meu pai logo depois. Eu nunca mais vi o meu irmão mais pequeno. Também faz bastante tempo que não vejo meu outro irmão, Luciano, porque infelizmente ele não quis morar com a gente em São Paulo para não deixar o meu avô sozinho.

O fato mais marcante foi quando minha avó morreu. Quando a minha mãe ficou sabendo que ela estava morrendo, rapidamente tratou de vender nosso aparelho de som para voltar para Alagoas. Mas infelizmente ela não chegou a tempo de ver a minha avó viva. Queria ter viajado com ela, mas não tinha condições para viajarmos nós duas.

Espero quando eu fique adulta as coisas melhorem para toda a minha família e que um dia eu possa contar todas as minhas histórias com muita alegria e junto de minha família.