Cordel – Tradição Nordestina


 

História do Cordel

História do Cordel

É o que eu vou falar

Seja em poema ou canção

Escute com atenção o que aqui

Vou narrar!


 

Versos de cordel são pequenos folhetos que surgiram na idade média quando o homem não tinha descoberto a televisão, cinema, nem teatro, a imprensa também não existia. Sua origem é européia e sua tradição chegou ao Brasil junto com os colonizadores portugueses e aos poucos foi se expandindo pelo país. Mas foi no sertão nordestino que ele se tornou mais típico. Os livrinhos eram expostos no meio de uma feira que acontecia uma vez por semana nas cidades. Eles eram pendurados em barbantes e presos por prendedores de roupas. Junto deles sempre tinha um contador de histórias que as narravam forma de verso para que nunca esquecesse. As pessoas focavam paradas e ouviam atentamente, Quando chegava no final do verso, o narrador se calava e sorria atraindo os compradores que quisesse saber o final dela.

Havia muitos analfabetos naquela época. Então as pessoas que não sabiam ler e escrever se reuniam um dia da semana na casa de amigos ou parentes que tivesse alguém que soubesse ler. Ali eles viajavam nas histórias incríveis, choravam quando ouviam um desabafo de um agricultor cheio de dores ou suspiravam quando o assunto era amor.

Cordel é um livrinho bem antigo que vem resistindo bravamente a mudança dos novos tempos. As salas de aula, os historiadores e a internet ajudam a divulgá-lo e nos oferecem o gosto de lê-los e relembrá-los.

Maria Silvana (aluna do 8ª Termo)


 

Patativa do Assaré

"Patativa do Assaré é um exemplo de vida para toda a humanidade. Contava suas histórias em forma de poesia e por isso que ele é reconhecido com um grande poeta. Patativa foi perseguido pela ditadura  militar do governo. Naquela época as pessoas que eram contra o governo eram considerados comunistas. Assim muitas pessoas morreram e outras se mudaram para o estrangeiro (exterior).

Patativa ficou cego de um olho e ficou usando muleta devido seu estado de saúde. Através de seus cordéis que o poeta ficou famoso fora do Brasil e depois foi reconhecido por toda nossa nação."

Wesley (aluno do 5ª Termo)


 

"Patativa é um exemplo de vida para toda a humanidade com várias de suas histórias do passado em forma de poesia. Por isso que ele é reconhecido como um poeta histórico. Patativa foi perseguido pela ditadura militar. Na época o governo perseguia as pessoas que eram contra ele era considerado comunista. Muitos morreram e muitos se mudaram do país. Patativa foi estudado em Portugal e então os brasileiros começaram a dar mais valor a sua poesia. Ele também conseguiu ficar famoso porque os cantores divulgavam o seu trabalho através das músicas. E foi assim que ele ficou muito famoso."


 

Atenção, comprei

vacas e comprei vigas

Medi qual delas é mais comprida


 

Preciso guardar a minha

Herança senão vou ficar

sem a bonança


 

Preciso guardar a minha lembrança

senão vou ficar sem o meu nome na herança


 

Preciso guardar o meu talismã

Senão vou ficar sem lembrança do meu irmão

Wesley (aluno do 5ª Termo)


 

"Eu gostei de ter a oportunidade de ter estudado a história do Patativa. Para mim foi uma grande surpresa porque eu já tinha trabalhando com nortistas e eles sempre falavam dele como um violeiro poeta daquele lugar do sertão. Por isso é que vamos vivendo e aprendendo."

Antônio (aluno do 6ª Termo)


 

"O Patativa de Assaré é um poeta histórico que é um exemplo de vida para toda a humanidade. Ele ficou conhecido por contar histórias do passado em forma de poesia. Naquela época ele ficou conhecido como um poeta histórico. Patativa também foi perseguido pela ditadura militar. As pessoas que eram contra o governo era considerados pessoas comunistas. Por causa disso muitas pessoas morreram e se mudaram para o estrangeiro. Patativa ficou cego de uma vista e teve que usar muletas. Devido ao seu estado de saúde que sempre marcou Patativa de Assaré através das suas grandes poesias ficou famoso fora do Brasil e em toda nação brasileira"

Fabiana (aluna do 5ª Termo)


 


 

No caminho de nossas vidas

Indo e vindo

Muitas coisas aprendemos sobre pessoas famosas ou sem talento


 

Hoje no José Ibiapino

Ficamos sabendo de um grande trovador

Cujo nome por grandeza, reconhecemos o seu valor


 

Sua memória causa inveja

Na hora de recitar

Não precisava nem de papel


 

Devido a sua dificuldade

Não frequentou faculdade

Nem por isso vivia a reclamar

Sempre estampou no rosto um sorriso de felicidade


 

Falando a verdade

Usando cordéis

Recitando

Cantarolando

Conversando com os fiéis

Sua alegria contagia

Todos que vem ouvir

Anotando em suas mentes

Ou escrevendo em nanquim


 

Simone (aluna do 6ª Termo)

Forró, Diversão e Arte

Forró

Existem vários tipos de forró como forró universitário, forró brega, o forró raiz do Luiz Ganzaga, entre vários. O forró é tocado com vários instrumentos como guitarra, bateria, sanfona, pandeiro, entre outros. É um estilo musical que faz sucesso no país inteiro. Existem muitas bandas que cantam nesse estilo como Calipso, Djavu, Aviões do Forró, Calcinha Preta e outras. Também há o forró romântico, além do forró gospel que são tocados em shows religiosos.

Roberto (aluno do 7ª Termo)


 

O Forró é uma dança popular brasileira de origem nordestina. É dançada em muitas festas e é conhecido como: arrasta-pé, bate-chinela, rala-cocha, fobó. O nome forró vem de forrobodó, divertimento "pagodeiro", segundo o folclorista Câmara Cascudo. No dia de Santa Luzia nascia Luiz Lua Gonzaga, um artista que, com sua sanfona, acompanhado de triângulo, pandeiro e zabumba abriu as portas para a existência de um estilo musical regional no Brasil que hoje é conhecido como forró.

Em diversas regiões, sua sanfona ganhava destaque e daí surgiram seus maiores intérpretes. Muitos artistas nordestinos se inspiraram em Gonzaga, pois o seu forró cativa e contagia todos os que o ouvem.

Hoje o forró ganhou vários artistas e várias mudanças em relação a percussão como a guitarra eletrônica, violão, mixagem, entre outros. O forrozeiro nordestino do Piauí Frank Aguiar que o diga, suas músicas hoje nas paradas de sucesso representa os nordestinos como um povo guerreiro, festivo e ordeiro, toca seu forró com muito orgulho.

As mudanças não param por aqui, durante toda a trajetória o forró vem ganhando destaque até nos centros universitários, surgindo os forrós universitários tendo muito destaque como é o caso de Cezar Minote e Fabiano tendo em seus repertórios músicas de grandes interpretes e canções inéditas como Mulher Chorona, Ciumenta, entre outras. Também surgiram grupos de forrós com vários integrantes e dançarinas para acompanhar os ritmos como a banda "Beleza Rara" de origem do Sergipe, município Nossa Senhora da Glória.

Simone (aluna do 8ª Termo)


 


 

Forró Universitário

Surgido no estado de São Paulo, o forró universitário tem seu ritmo mais rápido que o xote. É uma herança trazida do Nordeste, principalmente do estado do Ceará e da cidade de Itaúna no Espírito Santo. É dançado com os dois corpos bem colados e é muito parecido com os passos da valsa. Um grupo musical que cria suas canções nesse estilo e que divulgou bastante esse ritmo é o "Fala Mansa". O forró universitário faz muito sucesso em diversas partes do Brasil, sem distinção de raça ou classe sócia. É um ritmo que agrada aos mais variados gostos musicais.

Ketley (aluna do 8ª Termo)

Vamos Sair Para Algum Lugar

Aviões do Forró


Vamos sair pra algum lugar quem sabe até dançar
Na beira-mar à lua linda vai clarear
Tomar um chopp, dialogar o que tem que ser será
Não sei fingir se meu olhar só falta falar


Você não sai do meu pensamento
Esperei tanto por esse momento
Meu coração é paciente
Mas se cansou e agora quer falar


Eu esperei hora, esperei dia, esperei mês, esperei
ano,
esperei tempo pra ficar com você
Agora que está aqui comigo, por favor, não vá
embora.(2x)


Veja, veja minhas mãos
Suando sem saber se vai dizer sim ou não,ou não. (2x)


 

Asa Branca

Luíz Gonzaga


Composição: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira

Quando oiei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu,ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
"Intonce" eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão

Quando o verde dos teus óio
Se espanhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração


 

Quadrilha

A quadrilha chegou ao Brasil no século XIX com a vinda da corte portuguesa e foi inspirada em danças francesas do século XVII. Era um dança de salão da corte que rapidamente caiu nas graças do nosso povo animado e festeiro. É importante lembrar que a quadrilha é uma dança típica dos caipiras que moram na roça e tem costumes diferentes dos nossos.

A quadrilha não sói se tornou popular como também aparecerem vários estilos dela no interior. O mês de julho é marcado por fogueiras, danças, comidas típicas e muitas quadrilhas. Nesse mês elas são dançadas em homenagem aos santos juninos (Santo Antônio, São João e São Pedro) para agradecer as boas colheitas da roça. Em quase todo o Brasil, a quadrilha é dançada por vários pares de casais que dançam no ritmo da música. Durante ela ocorrem muitos gritos de incentivo no qual os dançarinos mudam seus passos ou par.

Maria Cícera (aluna do 7ª Termo)


 

Frevo

O frevo é uma dança derivada da capoeira. É uma marca registrada de Pernambuco, principalmente de Recife onde é dançada desde o século XX nas festas de carnaval. O nome parece ter nascido do verbo ferver, pois é impossível alguém conseguir escapar do entusiasmo e do ritmo quente.

Eliane (aluna do 7ª Termo)

Xaxado

É uma dança conhecida no Agreste e Sertão de Pernambuco desde os anos 50. É dançada somente por homens. Dizem que ela se originou do Parraxaxa, canto de guerra dos cangaceiros, e tenha sido divulgada pelo bando do Lampião. Como ela é uma dança que não conta com a participação feminina, acabou não se tornando tão popular como a dança de salão, mas o xaxado chamou muita atenção dos palcos-estúdios das estações de rádio e teatros de revistas daquela época como uma curiosidade a respeito das danças dos cangaceiros.

Eliane (aluna do 7ª Termo

Xote

Trazido para o Brasil por José Maria Toussanti em 1851, o xote é um ritmo musical de origem portuguesa muito conhecido no forró. No segundo reinado o xote tornou-se conhecido como dança de elite, mas os escravos aprenderam a dançá-la e a adaptaram aos seus próprios estilos. Assim o xote caiu no gosto popular.

Existem variações de ritmos nesse estilo musical que são adaptados diversos passos de danças como a salsa e o mombo. Por exemplo: xote-carreirinho, xote-duas-damas, xote-inglês, entre outros. Os trajes festivos dessa dança hoje estão mais modernos. O xote tem solos de violino e outros instrumentos típicos das danças folclóricas paraenses

Ketley (aluna do 8ª Termo)


 

Vidas Nordestinas

As alegrias e os sofrimentos nordestinos


De primeiro, quem chegava a São Paulo ficava atarantado. Tudo era diferente: o jeito de falar, a comida (mugunzá, sarapatel, buchada, baião de dois... ninguém sabia o que era). A menina como o povo se vestia. Para vencer na cidade grande era preciso pelejar muito.

Ser brasileiro não bastava. Quem vinha dos lugares mais distantes parecia estrangeiro no próprio país.

Não por acaso, esses "estrangeiros" acabavam se concentrando em regiões onde os pioneiros haviam se radicado. Eram as referências dos que chegavam depois. Mais difícil era a situação de nordestinos que chegavam sem dinheiro, sem apoio. Muitos acabavam nas ruas. Eles deixavam o lugar onde nasceu, deixam para trás uma parte de si mesmo. Parte das raízes fica lá. Outra parte é trazida na memória que se desgasta com o tempo, nos obstáculos que o nordestino enfrenta. Essa é a situação de muitos nordestinos que ainda sonham com as riquezas da cidade grande, mas a atração não é mais a mesma devido ao grande número de violência.

O nordestino já não é expulso da sua terra por motivo da seca, como no passado. Embora a vida no sertão continue difícil por lá, a fome ainda está presente e a expectativa de vida certamente não ultrapassou os anos 70, como nas grandes cidades. Apesar disso o nordestino com suas tristezas, busca uma vida melhor. O suor dos nordestinos está no concreto do metrô, dos viadutos, hotéis, escolas, hospitais, nas cozinhas dos restaurantes franceses e até japoneses. Para vencer aqui na cidade grande o nordestino precisa se profissionalizar, sem estudo ele não é nada.

Resgatar os hábitos costumes e a cultura de cada um é valorizar a si próprio. O preconceito contra o pobre ainda existe infelizmente e é o maior obstáculo a ser vencido. Independentemente da origem de cada um, o nordestino sofre, e essa batalha não é uma batalha que se vence só...

A vitória e as alegrias podem ter faces diferentes, quem conseguiu realizar o sonha da casa própria, formou família, criou filhos, hoje pode contar sua história e ter orgulho de ser nordestino.

Os nordestinos viveram na carne e na alma, o que é chegar na cidade grande com quase nada, e desse pouco reinventar a vida por um futuro melhor e a esperança de ser feliz!!!

"A arte de produzir alegria"

Apesar das dificuldades que enfrentam o povo nordestino é muito religioso e devoto. São conhecidos também por ser um povo humilde e alegre. Muitos deles são artesãos com suas obras de arte como: mulheres rendeiras, bordadeiras, homens que tecem cestos tapetes, fazem esculturas com argila bonecos, redes, bonecas de pano enfim artes que deixam todos com admiração e alegria.

Simone (aluna do 8ª Termo)


 


 

No nordeste há vários tipos de culturas. Tem as bonecas de pano que as moças fabricam para vender, poder ganhar a sua própria renda e sustentar os seus filhos. Se fossemos para lá poderíamos encontrar várias coisas bem diferentes daqui de São Paulo. Lá encontramos comidas típicas como tapioca, acarajé e ate mesmo o nosso famoso curau de milho verde. Enfim, vários tipos de comidas bem diferentes. Também encontramos o forró que é a dança mais conhecida de lá aqui em São Paulo.

Naquela região tem os fazendeiros que fazem a criação de gado e sofrem muito com o problema da seca que acaba gerando muito prejuízo para os grandes fazendeiros. Por isso é que gera também muitos desempregos para os trabalhadores e prejudica os grandes donos das fazendas. Tirando alguns desses problemas, o nordeste e a sua cultura é muito linda e boa para todos nós.

Patrícia (aluna do 7ª Termo)